segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Definição do Amor


Definição do Amor

Eu defino o amor como um laço indestrutível,
Como uma fonte de energia viva.
Um vulcão em constante erupção, que não arrefece nem quando envolto
no mais frio dos invernos.
Como uma luz resplandescente, como uma força invisível.
Como o inexplicável toque da chuva sobre a mais delicada das peles.
Eu vejo o amor como o sol que nos aquece a manhã, que nos dá vida
Que ao fim do dia pela sua ausência nos conforta com as suas estrelas.
A esperança no amor é a única certeza de que estamos vivos,
Que não somos almas perdidas, esquecidas à deriva de um destino sem rumo.
Eu reconheço o amor numa mãe que carrega um filho nove meses,
E depois desse tempo ainda partilha a sua dor.
Num homem que ao fim de sessenta anos numa vida a dois,
Sorri para a sua esposa enrrugada com o peso de uma vida aos ombros e lhe diz,
És a mulher mais linda do mundo.
Quando todas as árvores caírem, quando todos os oceanos secarem,
Quando todos os campos arderem e no mundo permanecer apenas o silêncio,
Por entre as cinzas e a escuridão o amor permanecerá, vivo e eterno.


Por Joel Flor

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nunca me deixes



Nunca me deixes

Pela calçada da rua
Desço pela noite fora
Olho para a triste lua
Que junto com as estrelas mora

Sei que a solidão é triste
Como uma lua abandonada
Se o amor mesmo existe
Ela está enamorada

Amor da minha vida
Nunca me deixes
Porque eu sem ti
Não sou nada
Como uma folha seca
Solta ao vento
Assim sou eu sem ti

Então chega a madrugada
E o sol quer nascer
Sento-me pela beirada
Procurando me aquecer

Sei que ela espera
Preocupada sem saber
O que este triste homem
Anda para aí a fazer

- Refrão -

Então encontro-a deitada
Procuro não a acordar
Mas murmura ao seu ouvido
Para sempre vou te amar.

- Refrão –





Letra e melodia de Joel Flor

terça-feira, 6 de julho de 2010

Horizonte azul














Horizonte azul


Pelo mar seguindo as ondas do verão

O barco corta o horizonte azul.

Que pela imensidão não chega ao fim.

Sonhos e memórias para trás

Com o sol e as nuvens voam para longe

Onde jamais os voltarei a ver

Em qualquer aventura, o importante é partir e não voltar.


Procuro, o meu lugar.

Pela imensidão do mar.

Uma estrada sem destino

Não me faz desanimar

Viajante e menino.

E sem pressa de chegar.

Pois aquilo que procuro,

Sei que eu vou encontrar.


Ás vezes pela noite sinto a solidão

Como uma dor profunda e constante

Que viaja pelo coração e a mente.

É o preço por sonhar alto demais

Por crer alcançar o céu e as estrelas

Tocá-las com as nossas próprias mãos

E guardá-las cá dentro, é algo que ninguém pode nos tirar.


- Refrão –


Espero um dia quando a viagem terminar

E os cabelos brancos precisarem.

De sobre terra firme repousar.

Quando o último suspiro se acabar

A minha longa vida irá cessar.

Espero que os meus sonhos tenham sido

Compreendidos, só assim encontrarei o horizonte azul.


- Refrão –




Letra e melodia de Joel Flor

19/09/03

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Livro: "Espírito Selvagem"


Espírito Selvagem será um dos próximos lançamentos que espero concretizar, o livro relata a vida de um homem que perde a sua namorada num desastre de carro, mas no seu subconsciente a sua mente dá-lhe uma segunda oportunidade.
Preso num estado vegetativo dentro de um hospital maniaco-depressivo ele vive uma segunda vida dentro da sua mente um ciclo que um médico psiquiatra tenta quebrar, interagindo no seu mundo. Por fim acaba por vir a conhecer o homem brilhante que o paciente poderia ter sido e a vida maravilhosa que o prende tão dramáticamente ao seu mundo...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Poema sobre a guerra


“ A visão da guerra “


Terras selvagens

Caminhos sombrios

Pelos mares se elevam

Tremendos navios

Conceitos da vida

Perdidos na estrada

Por quem já esqueceu

Os contos de fada

Os tempos perdidos

Não voltam atrás

Os mortos esquecidos

Descansam em paz.





De Joel Flor

Dedicado a todos que deram a vida pela liberdade

Que por vezes parece

Tão longe aos olhos humanos

E tão perto da vontade de cada um.

05/04/03

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Jardins da Eternidade


Jardins da Eternidade


Hoje acordei, olhei-me ao espelho

E apercebi-me quanto tempo passou

A criança que não podia o mundo entender

Acredita que nesse mundo algo mudou

Será o seu rosto marcado

Ou será o seu corpo cansado

Numa caminhada longa e sem fim


Cada longo dia e noite que para trás ficou

Cada sonho, ou desejo que de lado passou

O tempo eu sei que não volta atrás

Rodeado de memórias encontro a minha paz

Os dias de glória o vento levou

A fonte de inspiração à muito que secou

Numa caminhada longa e sem fim.


Pode esse tempo também

Me levar um pouco mais além

Na cidade encantada

Onde os bravos descansam também

Como nos contos de fada

Eu iria encontrar uma princesa adormecida

Esperando despertar…

Nos Jardins da Eternidade


Uma doce melodia, visita a minha mente

Como um vento suave que como uma brisa leve se sente

E ao fim de tanto tempo, sinto…

Que estou a voar, como um pássaro perdido

Que conseguiu a casa voltar.


- Refrão –


Letra e melodia de Joel Flor

22/01/2006

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Luz nas Trevas


O que será, este enorme poder que toma conta de mim, que me transforma, que dissolve a solidão? Que força é esta? Que mesmo que habite no meio de um deserto, esta força sempre faz com que não me sinta só. Que poder será este, que estremece as minhas entranhas, que liberta a minha alma, que me faz andar sobre as nuvens, voar sem asas e tocar nas estrelas? Que natureza tão poderosa, que cresce dentro de mim como uma semente desabrochando na terra, que floresce e ganha vida? Que luz divina tão forte que mantêm-me de pé na escuridão, e me ilumina, quando todas as outras luzes se apagam…